Vasos de Pressão

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Vasos de Pressão e Caldeira

Qualquer irregularidade entre o equipamento, placa e prontuário, será motivo de não conformidade até que seja solucionado pelo fornecedor, e é óbvio que a firma inspetora será envolvida neste procedimento.

Vamos entender um pouco?

Caldeira

É um recipiente cuja função é, entre muitas, a produção de vapor através do aquecimento da água. As caldeiras produzem vapor para alimentar máquinas térmicas, autoclaves para esterilização de materiais diversos, cozimento de alimentos e de outros produtos orgânicos, calefação ambiental e outras aplicações do calor utilizando-se o vapor.

Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens: válvula de segurança com pressão de abertura ajustada na PMTA, instrumento que indique a pressão do vapor acumulado (manômetro) injetor ou outro meio de alimentação de água, independentemente do sistema principal, em caldeiras e combustível sólido, sistema de drenagem rápida de água, em caldeiras de recuperação de álcalis, sistema de indicação para controle do nível de água ou outro sistema que evite o superaquecimento por alimentação deficiente. Inspeção anual de todo equipamentos, tubulações e válvulas segurança e alivio, confecção livro, prontuário e projeto de fabricação, feito por profissional habilitado (PH).

Vasos de pressão

São todos os reservatórios, de qualquer tipo, dimensões ou finalidades, não sujeitos à chama, fundamentais nos processos industriais que contenham fluidos e sejam projetados para resistir com segurança a pressão internas diferentes da pressão atmosférica, ou submetidos à pressão externa, cumprindo assim a função básica de armazenamento.

No Brasil, após a publicação da NR 13 (Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego), estabeleceram-se critérios mais rigorosos para o projeto, inspeção, manutenção e operação de vasos de pressão, tendo como objetivo principal a diminuição de acidentes envolvendo estes equipamentos.

Constitui risco grave e iminente a falta de calibração e inspeção das válvula ou outro dispositivo de segurança com pressão de abertura ajustada na PMTA, instalada diretamente no vaso ou no sistema que o inclui, dispositivo de segurança contra bloqueio inadvertido da válvula quando esta não estiver instalada diretamente no vaso, instrumento que indique a pressão de operação.

Pressão Máxima de Trabalho Permitida – PMTP ou Pressão Máxima de Trabalho Admissível – PMTA, é o maior valor de pressão compatível com o código de projeto, a resistência dos materiais empregados, as dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais.

Baixe Norma Regulamentadora Ministério Trabalho.

DEFINIÇÃO DA NR 13 – CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO

A Norma Regulamentadora NR 13 é uma norma de caráter compulsório, tem força de lei e visa a proteção do trabalhador. Sua utilização é obrigatória para toda entidade e/ou instalação existente em território brasileiro. Ela estabelece responsabilidades e parâmetros relativos à instalação, segurança de operação, segurança na manutenção e inspeção de segurança de caldeiras e vasos de pressão. Pesquisas demonstram que a maior freqüência de acidentes por falha ou falta de válvulas de segurança tem ocorrido em tubulações pressurizadas. Os vasos de pressão aparecem em segundo lugar e finalmente as caldeiras em terceiro. É muito importante verificar sempre no prontuário do equipamento qual a norma construtiva (ASME, BS, DIN, JIS, Ad-Merkblatt ou outras), antes de especificar a válvula de segurança, que deve seguir o mesmo padrão do vaso.

Campo de Aplicação da NR 13

Todos os vasos de pressão enquadrados no anexo III do manual da NR-13, inclusive aqueles considerados como equipamentos auxiliares de unidades pacotes como amortecedores de pulsação de compressores e de bombas, filtros ou resfriadores de óleo, que não estejam intimamente ligados a turbinas, geradores, motores, etc.

Prontuário

Toda caldeira e vaso de pressão deve possuir o Prontuário, a ser fornecido pelo fabricante ou reconstituido por profissional habilitado (PH) contendo: a) código de projeto e ano de edição, b) TAG e categoria do vaso, c) características funcionais e ano de fabricação, d) conjunto de desenhos e demais dados necessários para monitoramento da sua vida útil (desenho conjunto, desenho de detalhes, mapa de solda, conexões, suportes, etc), e) memória de cálculo (determinação da PMTA), f) dados dos dispositivos de segurança, g) procedimentos utilizados na fabricação (EPS, RQPS, Qualificação de Soldadores/Operadores, tratamento térmico, teste hidrostático), h) especificação dos materiais.

Inspeção de Segurança de Vasos de Pressão no Local Definitivo Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária.

A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos novos, antes da sua entrada em funcionamento, no local definitivo da instalação, devendo ser realizada uma inspeção externa, inspeção interna e teste hidrostático, considerando algumas limitações citadas na NR-13. Envolve a analise da documentação do equipamento (prontuário e do livro de registro de segurança), verificação dos dados da placa de identificação, checagem de conformidade entre a documentação e o equipamento e elaboração do Relatório Preliminar. Portanto, qualquer irregularidade entre o equipamento, placa e prontuário, será motivo de não conformidade até que seja solucionado pelo fornecedor, e é óbvio que a firma inspetora será envolvida neste procedimento. Caso Vaso de pressão não tenha nenhuma documentação do fabricante( Vasos fabricados antes da Norma Regulamentadora n° 594/2014 de 24/08/2014, terá quer ser confeccionado na próxima inspeção periódica, por Profissional Habilitado (PH).